Porque ansiedade e estresse tornam você improdutivo

Ansiedade e estresse = procrastinação

Porque ansiedade e estresse tornam você improdutivo?

De todos os fatores emocionais que dificultam ou comprometem parte das evoluções entre as gerações, a ansiedade vem ganhando cada vez mais destaque no comportamento social. Essa série de distúrbios que causam nervosismo, medo, preocupação e, por consequência estresse, acabam minando a produtividade e nos tornando procrastinadores. Mas de que modo é possível identificar como esse ciclo vicioso se inicia e por qual motivo todas essas questões estão diretamente ligadas?

 

E quem nos ensina isso é o professor Christian Dunker. Segundo ele, uma pessoa ansiosa geralmente está com os pensamentos voltados para o futuro e, por isso, ela protela as atividades que têm certa dificuldade de executar naquele momento. Dessa forma, todas as tarefas que deveriam ser prioridade, mas causam nervosismo e medo, são adiadas.  

 

Assim também acontece com o estresse, que pode estar relacionado diretamente à ansiedade. Quando a pessoa sente-se desanimada, vive frustrada e se cobra demais, isso gera pequenos bloqueios mentais que fazem com que as tarefas secundárias sejam priorizadas, causando sensação de alívio. A marca do procrastinador é avaliar a situação pela satisfação e não pelo impacto positivo que determina atitude causa na sua vida e na dos outros. 

 

Esse atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que vai nos prejudicar, não é resultado da falta de gestão de tempo, mas sim, uma inaptidão para administrar sentimentos e impulsos. O professor Timothy A. Pychyl explica que deixar para o dia seguinte nada mais é do que uma estratégia do cérebro para lidar com emoções negativas. 

 

A procrastinação é nociva quando vira um hábito e torna-se recorrente em qualquer ação que se queira realizar. No momento em que sua produtividade é afetada, pela falta de conclusão de projetos pessoais ou profissionais, o sentimento de culpa, incapacidade e inutilidade vão tomando o espaço da criatividade. E assim cria-se um ciclo vicioso em que, quanto menos se faz, menos se sente apto ou competente para fazer. 

 

Descobrir quais são os gatilhos psicológicos que levam à essa inércia, é agir com a inteligência emocional de identificar os fatores que tornam esse comportamento uma constante. Desenvolver a capacidade de controlar e canalizar impulsos para situações apropriadas, conseguir olhar para o que se conquista e não o que se perde, motivar a si e às demais pessoas, são consequências de ser mais analítico e respeitoso consigo.

 

O que fazer para acabar com esse ciclo vicioso?

 

Claro que não é tão simples resolver todas essas questões do dia para noite. Mas nem tudo está perdido. É possível se planejar para tentar driblar todos os sentimentos e atitudes que nos fazem perder o foco com facilidade. Separamos algumas dicas que podem auxiliar para que essa organização seja eficaz.

 

Faça um bom planejamento

Organize as tarefas por etapas. Estabeleça prazos, pense no que vai precisar e onde encontrar os recursos para realizá-la, quem pode te ajudar, e assim por diante. Criar um cronograma diário de tarefas, por exemplo, estabelecendo um tempo de duração mais curto para a realização de cada uma, por exemplo, faz com que você não se canse da atividade e consiga finalizá-la com maior tranquilidade e qualidade, mesmo que leve um dia a mais.

 

Use a tecnologia a seu favor

Utilizar os meios digitais pode ser outro aliado das estratégias de organização e da otimização de tempo. Existem aplicativos e plataformas que auxiliam na distribuição de atividades e cumprimento de prazos. Lembretes com alarmes também podem ser facilitadores para que nada seja esquecido ou deixado de lado. Outra possibilidade é criar uma agenda compatilhada entre colegas de trabalho ou mesmo amigos. Assim fica mais difícil se perder nas tarefas.

 

Comemore cada dia

Sempre que conseguir concluir uma tarefa, se dê o devido crédito. Tire um tempo de descanso e comemore até as pequenas conquistas. Ao concluir um trabalho, conquistar um pequeno objetivo, riscar qualquer item da sua lista de afazeres, faça algo que te traga prazer, seja comer algo gostoso, ler um livro, conversar com alguém ou até descansar por 15 minutinhos.

 

Medite

Praticar o mindfulness vai te ajudar a focar no seu objetivo e entender o propósito da atividade que você está realizando no momento. O movimento de estar consciente de onde você está e porquê ajudam, inclusive, a diminuir  a ansiedade. Praticar essa atenção plena faz com que você deixe de lado os pensamentos e sentimentos externos e todas as distrações e foque na situação presente. Durante o processo de organização das suas atividades, por exemplo, garanta que todo o seu esforço e foco esteja voltado para isso. Elimine tudo que possa tirar sua concentração e preste atenção em todos os processos da execução da tarefa.

 

Invista no autoconhecimento

Olhar para dentro é o primeiro passo. Se você tem o hábito de procrastinar, não ignore seus sentimentos. Pergunte a si mesmo “O que me impede de realizar essa tarefa? Porque eu não consigo completá-la?”. Entender como sua cabeça está funcionando e quais são as limitações que você precisa respeitar, vão auxiliar no entendimento dessas questões.

Nossa recomendação é que essas dicas sejam praticadas com paciência, mas que pelo menos uma delas seja realizada. E caso seja necessário, procure cursos que lhe ajudem a desenvolver melhor sua gestão emocional. A maisPS tem um curso online que vai lhe ajudar a ter mais consciência e praticar novos hábitos – Conheça aqui. 

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