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Como expandir a empatia na minha organização?

Acredito que você já deve ter ouvido e até pensado que o mundo precisa de mais empatia. Dentro das organizações, essa habilidade é cada vez mais requisitada, mas nem sempre encontrada.

Um estudo realizado pela Gallup revela que 80% dos funcionários não considera suas empresas empáticas e 60% aceitaria receber um salário inferior se o empregador demonstrasse empatia.

Você já pensou que esse pode ser o caso da sua empresa?

Precisamos reconhecer a empatia como uma força de mudança. As organizações, ao desenvolverem a empatia em seus colaboradores, promovem um melhor alinhamento entre equipes, já que se sentem compreendidos, impactando na produtividade e nos resultados.

A especialista e pesquisadora, Tania Singuer, afirma que a empatia significa a capacidade de compartilhar os sentimentos dos outros, sejam positivos ou negativos.  Por exemplo, sentir-se feliz ao ver alguém feliz ou até mesmo  compartilhar a experiência de sofrimento quando sentimos empatia por alguém que sofre. 

A empatia pode fazer as relações entre as áreas mais leve e colaborativa, justamente por saberem colocar-se um no lugar do outro. Quer ajudar a construir pontes dentro da sua empresa? Fique ligado nas dicas abaixo.

Vamos começar entendendo o que não é empatia

  • Não é distrair puxando outro assunto.
  • Não é psicologizar. Ou seja, ficar tentando interpretar com termos, buscando origens ou causas.
  • Não é necessariamente concordar.

Já aconteceu com você?

Você já conheceu, no ambiente de trabalho, uma pessoa “do contra”? Que adora discordar e nunca admite estar errada? É difícil sequer iniciar um conversa: “Oi, fulan@, tudo bem?” “Não sei se está tudo tão bem assim não, com esse tanto de problema para resolver… Eu falei que não ia dar certo desde o começo”.

Talvez você não concorde com a postura dessa pessoa e não é necessário concordar. Mas sentir empatia, até mesmo por quem mais nos incomoda, é conseguir desligar nosso instinto de sobrevivência, que aciona uma sirene toda vez que alguém é desagradável conosco, para tentar focar no outro ao invés de em nós mesmos.

 “O que será que está deixando essa pessoa tão amargurada?” O simples fato de parar, respirar e se fazer essa pergunta já é um grande exercício de empatia, capaz de mudar a forma como você vai reagir e, provavelmente, a forma como essa mesma pessoa vai te tratar futuramente.

Praticando empatia com pessoas difíceis

Ser empático com os desconhecidos ou pessoas mais difíceis é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e persistência. Mas a boa notícia é que essa habilidade pode ser desenvolvida por meio de simples exercícios diários.

“Ao sentir empatia, é possível manter uma postura ponderada para trabalhar com pessoas difíceis”. Rich Fernandez, CEO do instituto de liderança Search Inside Yourself Leadership Institute. 

Conexões genuínas e liderança

Autocracia, tecnicismo e hierarquização provavelmente não são as características de um líder influente. Pode até conseguir resultados, mas tende a não construir uma equipe satisfeita e engajada.

Os grandes líderes têm algo em comum: sabem reconhecer suas próprias fraquezas e, por isso, são mais compreensivos com aqueles ao seu redor.

Para tornar-se um líder empático, é necessário começar com um esforço consciente para se colocar no lugar de quem está em volta. Rasgue rótulos, deixe os achismos de lado e busque a individualidade e humanidade do outro. Criando uma conexão genuína, expandimos nossa capacidade de compreensão e até mesmo melhoramos a resolução de problemas.

Veja um exemplo:

Marcelo trabalha há oito anos na mesma empresa e, por conta de sua experiência, é promovido. Agora, ele tem o dever de orientar um novo colaborador, João. Acostumado a realizar seu antigo trabalho com agilidade e rapidez, Marcelo se irrita com as perguntas e interrupções constantes de João, tirando dúvidas sobre coisas que parecem óbvias.

Mas, por um momento, Marcelo se lembra de que, anos atrás, chegou na empresa sem saber nada e aprendeu tudo graças à boa vontade de outro colega. Essa percepção renova sua paciência e faz com que ele passe a dar mais atenção para ensinar o jovem e repetir uma atitude que lhe fez bem no passado.

Busque similaridades

Mesmo quando o “outro” parece muito diferente de nós, por seus valores ou sua postura, há sempre um fator que nos une. Considerando o ambiente organizacional, na menor das hipóteses, o denominador comum é o fato de ambos estarem na mesma empresa e, portanto, buscarem o mesmo objetivo final.

Nesse sentido, é pertinente promover momentos em grupo, demonstrando que todos os colaboradores caminham na mesma direção, mesmo sendo de áreas diferentes.

Divulgar os principais números da empresa, revelando como o trabalho individual contribui para o resultado final, é uma ação que ajuda as pessoas a se enxergarem como parte do mesmo time, criando maior conexão.

Deixando o julgamento

Muitas vezes julgamos o mundo de acordo com nossa perspectiva. E sem flexibilizar a  visão, a gente não gera empatia. Para praticar a empatia interna, precisamos desligar o julgamento e exercer a curiosidade genuína, ver similaridades para então entender o que acontece com o outro.

Como exercício, ao final de um dia, deixe vir à tona os assuntos e situações que aconteceram, inclusive as conflituosas. Reflita se há uma emoção perturbadora e faça uma limpeza consciente. Mentalize as pessoas que cruzaram seu caminho, deseje que estejam bem, livres e tranquilas.

Trocando o círculo vicioso pelo círculo virtuoso

Perceba a leveza trazida por esse momento de reflexão. A mentalização consciente ajudará a deixar para trás níveis de estresse, aumentando sua qualidade de vida e melhorando, inclusive, o sono. Além de tudo, ajudará a quebrar aquele círculo vicioso marcado por penalizar alguém por um sofrimento e descontar em outras pessoas ou em si próprio.

Torne-se dono de uma mente diferenciada, aberta a conexões e que cria um círculo virtuoso.

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O que seus colegas de trabalho precisam agora é de compaixão

Não sei você, mas tenho julgado os outros muito mais nos últimos dias. No final da semana passada, uma colega de trabalho me disse no Slack que ficaria offline por um tempo enquanto cumprimentava sua babá, que chegaria a qualquer momento. Meu pensamento imediato foi: “Isso não é um distanciamento social”. Por uma fração de segundo, fiquei brava com ela. Como ela podia deixar outra pessoa entrar em sua casa a essa hora? Por que ela não está fazendo sua parte para achatar a curva? Meus sentimentos logo se transformaram em culpa e depois em tristeza. Eu não queria ficar irritada com minha colega de trabalho. Então, por que eu estava?

Já ouvi de muitos amigos, histórias semelhantes. Faz sentido: muitos de nós estão trabalhando em condições novas e abaixo do ideal. Estamos lidando com níveis sem precedentes de estresse e ansiedade. E o futuro de nossos empregos, empresas e economia é incerto.

Tudo isso cria as condições para a tensão, diz Brianna Caza, professora associada de administração da Bryan School of Business and Economics da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro. Ela e seus co-autores revisaram 300 estudos com foco em relacionamentos no local de trabalho, transgressões de relacionamento e reparo de relacionamento. Eles descobriram que “sempre que há uma tensão externa, pode se manifestar entre colegas de trabalho”.

Infelizmente, em situações estressantes, nossa compaixão se esvai, de acordo com Monica Worline, cientista do Stanford Center for Compassion and Altruism Research and Education. “Quando estamos sob estresse severo, voltamos aos padrões de enfrentamento que são familiares e muito endurecidos em nós, e temos dificuldade em perceber que há outra maneira de fazer o que estamos fazendo. Achamos que estamos certos e os outros estão errados “, explica ela. Isso não é bom para suas interações com seus colegas. “Inconscientemente, quebramos nossos relacionamentos com colegas de trabalho, causando mais sofrimento.”

Este não é o momento de nos afastarmos da bondade e do carinho, mesmo que nossos cérebros nos levem nessa direção. “É importante tentar encontrar maneiras de permanecer aberto à compaixão, mesmo quando estamos sobrecarregados”. Worline e Jane Dutton, que co-escreveram Awakening Compassion at Work, fizeram uma pesquisa que mostra que a compaixão se correlaciona com seu próprio nível de satisfação no trabalho e com o grau em que você considera seu trabalho significativo. Mas como você encontra e demonstra empatia pelos colegas de trabalho quando seus recursos cognitivos estão esgotados?

Aqui está o que Caza e Worline me disseram.

Lembre-se de que esta é uma oportunidade de conexão.

Caza e seus co-autores descobriram em sua pesquisa que “havia muitos gatilhos e caminhos para fraturas nos relacionamentos”, mas também havia “o potencial para relacionamentos mais fortes nesses tempos estressantes. Sempre que as coisas ficam abaladas, há um potencial para uma mudança positiva “, explica ela. E como essa crise é global, quase todo mundo é afetado de alguma forma. Vi isso acontecer nas últimas semanas. Colegas de trabalho – com quem não interajo com muita frequência – entraram em contato para ver como estou me saindo e, por sua vez, fizemos o mesmo por outros. Essa sensação de que estamos nisso juntos pode ser uma união, mesmo quando – ou porque – estamos sob extrema pressão.

Aceite que todos estamos lidando de maneira diferente.

Outro colega de trabalho compartilhou um artigo sobre a pressão sobre os casamentos durante a crise, que esclareceu porque as coisas podem parecer tensas em algumas de nossas relações de trabalho. Nele, a especialista em relacionamento, Esther Perel, apontou que as pessoas costumam ter diferentes mecanismos de enfrentamento. Algumas pessoas gostam de receber o máximo de informações possível, passando horas no Twitter ou lendo artigo após artigo. Outros gostam de limitar a quantidade de notícias que recebem. Alguns podem ser rígidos quanto ao distanciamento social (sou eu), enquanto outros podem adotar uma abordagem mais flexível. E alguns colegas podem se dedicar ao trabalho, encontrando conforto em estar ocupados, enquanto outros lutam para manter-se e manter o foco.

Há também uma diferença em como as pessoas otimistas ou pessimistas se sentem. Vejo isso acontecer diariamente em reuniões virtuais, quando alguém pergunta às pessoas como elas estão e uma pessoa diz “Ótimo!” e outro murmura “Meh”. Todas essas são respostas válidas e não precisamos ter as mesmas maneiras de lidar.

Caza diz que a diferença não está apenas nas abordagens de enfrentamento, mas nas circunstâncias também. Os colegas não estão sendo afetados pela crise da mesma maneira. Alguns estão trabalhando em casa com crianças pequenas e agora têm a tarefa de educar em casa. Outros têm pais ou outros parentes mais velhos com os quais estão preocupados. Para alguns, o trabalho ficou mais intenso, enquanto a carga de trabalho de outros diminuiu. Vários de meus colegas trabalharam regularmente em casa ao longo dos anos e estão bem organizados. Outros não têm lugares calmos em casa para receber chamadas, outros não se importam em participar de uma vídeo-chamada.

Seja generoso em suas interpretações.

Dada a provável variação entre você e seus colegas de trabalho, Worline e Caza dizem que uma das coisas mais importantes que você pode fazer agora é ser generoso em suas interpretações de outras pessoas. Se você receber um e-mail curto, não assuma que a pessoa está irritada ou sendo rude. Em vez disso, imagine que eles estão sob pressão e não tiveram tempo para suas gentilezas habituais.

Isso é difícil de fazer, explica Worline. “Quando estamos em crise, mudamos a maneira como interpretamos as coisas ao nosso redor. Nossa própria dor e sofrimento tendem a aumentar, e diminuímos o fato de as pessoas estarem passando pela mesma tensão ou mais. Ficamos mais impressionados com as necessidades e o sofrimento de outras pessoas e podemos reagir pensando: “Não há nada que eu possa fazer sobre isso” ou “Esse é o problema deles e não o meu”. “

Quando surgirem tensões, tente pensar por que você e seus colegas podem não estar se comunicando bem. Não fique preso ao pensamento certo-errado. Worline sugere que você se diga: “Sou capaz e estou cercado por pessoas que também são capazes” e pergunte: “Onde estão os gargalos e como estamos nos comunicando?” Ao focar na dinâmica e nas circunstâncias, e não na pessoa, é provável que você chegue ao problema subjacente sem colocar a culpa.

Reconheça como você está se sentindo.

Você pode evitar falhas de comunicação e ferir sentimentos, deixando claro o que está enfrentando no momento. Por exemplo, o Caza sugere que você explique aos seus colegas de trabalho que pode precisar de algum espaço, especialmente se as coisas estiverem se movendo rapidamente. Você pode dizer: “Há muita ansiedade e estresse no momento, então deixe-me dedicar algum tempo para pensar sobre isso”. E comunique mais do que você poderia em circunstâncias normais, sendo mais consciente sobre o que diz e o tom que transmite. No outro dia, recebi uma nota de uma colega do Slack que dizia: “Estive relendo as mensagens e acabei de perceber que foram muito contundentes – não era para ser assim. Estamos todos fazendo muito!” Eu tinha notado que a mensagem dela era concisa, mas felizmente não a levei para o lado pessoal. Se você sentir algo prejudicial entre você e um colega, não deixe que isso apodreça. É melhor resolver o problema mais cedo ou mais tarde, diz Caza.

E não se surpreenda se disser algo de que se arrepende ou machucar um colega. “Quanto mais você tiver compaixão por si mesmo e por suas falhas em ser a pessoa que deseja ser, mais poderá diminuir seu estresse”, diz Worline.

Aceite que a vida doméstica de seus colegas de trabalho agora seja relevante para você.

Como tendemos a nos distanciar do sofrimento alheio quando estamos estressados, você pode pensar que não é problema seu que seu colega de trabalho tenha dois filhos, por exemplo. “A situação deles como pais não era necessariamente relevante para o seu trabalho”, diz Worline. Mas com certeza é agora. “Reconheça que a relevância mudou devido à situação em que estamos.” Aqui, ela sugere outra mudança de pensamento: “As pessoas são essencialmente boas e estão tentando fazer o melhor possível”. Em vez de se aborrecer quando seu colega de trabalho for continuamente interrompido pelo filho, pense em como você pode ajustar os padrões de como trabalham juntos. Como você pode ser mais flexível para que todos possam continuar realizando seu trabalho?

Não compare sofrimento.

Um dos comentários recorrentes que eu vi nas mídias sociais quando as pessoas reclamam do que estão passando é algo como: “Pelo menos você não está trabalhando na área da saúde no momento”. Worline diz que esse tipo de comparação pode estar “brutalmente diminutiva”. “As pessoas pensam erroneamente que estão dando uma perspectiva muito necessária. Mas isso não alivia a angústia, apenas adiciona um nível de julgamento e culpa e agrava a dor. ” Worline ressalta que existem inúmeras formas de dificuldades e que “compaixão não envolve julgar a relevância do sofrimento alheio”.

À luz deste conselho, aqui estão algumas coisas que estou tentando me lembrar todos os dias para conscientemente e deliberadamente me inclinar para a empatia e bondade.

Meus colegas de trabalho e eu não vemos o mundo exatamente da mesma maneira e tudo bem.

Temos diferentes maneiras de lidar com a incerteza, a tristeza e o estresse.

Eles estão sob pressões que eu nem sempre vejo e não consigo entender completamente (e provavelmente não são da minha conta).

Não é útil para mim ou para eles comparar nossos desafios.

Estamos todos fazendo o melhor que podemos.

Nem sempre é fácil ser paciente e compreensivo, especialmente com tudo o que está acontecendo. Mas vou continuar tentando, porque é o que meus colegas e eu merecemos.

Mas como você encontra e demonstra compaixão pelos colegas de trabalho quando seus recursos cognitivos estão esgotados? 🤔

👉🏼 Se você quer aprender como colocar na prática essas qualidades que se tornaram essenciais no novo cenário, participe do nosso Curso On-line Liderança Compassiva 😉

Texto de Amy Gallo, traduzido pela maisPS. Acesse o original: https://hbr.org/2020/03/what-your-coworkers-need-right-now-is-compassion

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Search Inside Yourself: Curso de Inteligência Emocional nascido na Google

Search Inside Yourself: um fruto do Vale do Silício

No Vale do Silício, impulsionado pela tecnologia, os empresários inovadores estão apostando cada vez mais no Mindfulness como ferramenta para dar um boost na performance e desenvolver as habilidades de inteligência emocional necessárias em situações de alto estresse.

Nesse cenário, nasce na Google com base em pesquisas de neurociência, o Instituto de Liderança Search Inside Yourself (SIYLI), que ensina mindfulness como forma de aprimorar a inteligência emocional e o desempenho de líderes e funcionários.

Economia moderna e novas abordagens de liderança

Rich Fernandez, CEO do SIYLI, disse que as mudanças nos locais de trabalho modernos precisam de novas abordagens para a liderança.

“Por um lado, estamos vendo muitos empregos perdidos para automação e, por outro, estamos vendo um crescimento notável na demanda por habilidades de liderança emocional.”.

“Organizações e indivíduos estão vendo os enormes benefícios que o treinamento em atenção plena traz, incluindo maior foco, resiliência e agilidade diante de situações desafiadoras.”.

Search Inside Yourself: nascido e testado na Google

De olho nisso, o Search Inside Yourself foi criado por uma equipe de funcionários da Google em 2007.

Esse programa se mostrou tão popular entre os colaboradores da empresa que desencadeou uma lista de espera de seis meses. Em 2012, o SIYLI foi fundado como uma organização sem fins lucrativos independente, para levar o mindfulness a milhões de pessoas em todo o mundo.

Por isso, o SIYLI, agora, oferece treinamento baseado em neurociência para indivíduos através de programas públicos, bem como dentro das organizações.

Até o momento, o SIY já fez parceria com empresas como:

  • LinkedIn
  • Ford
  • Salesforce
  • Roche
  • Qualcomm
  • Trivago
  • ThyssenKrupp
  • Conta Azul

Participe do SIY em Curitiba

Quer conhecer mais sobre o programa? Acesse a página da próxima turma do curso aberto, que acontece nos dias 23 e 24 de maio.

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Novas descobertas sobre meditação e estresse

Novos benefícios da meditação têm sido descobertos diariamente e o ambiente de trabalho está sendo um dos grandes beneficiados. O motivo? Os altos níveis de estresse presentes nesse cenário.

Em especial uma técnica meditativa chamada mindfulness tem se mostrado uma grande aliada quado se trata de estresse. Pode-se traduzir mindfulness como “atenção plena” e seu foco é simples: estar presente no aqui e agora.

Meditação como resposta ao estresse

Uma nova pesquisa publicada na Psychoneuroendocrinology descobriu que os praticantes de meditação a longo prazo têm uma recuperação mais rápida do cortisol do estresse. Os resultados sugerem que a prática de mindfulness pode melhorar a resposta psicofisiológica ao estresse, reduzindo as emoções autoconscientes.

“O estresse é responsável por uma variedade de resultados negativos para a saúde e afeta a qualidade de vida e o bem-estar. Assim, a pesquisa sobre abordagens comportamentais que podem ajudar a atenuar a resposta ao estresse é de extrema importância ”, explicou a autora do estudo Liudmila Gamaiunova, uma candidata a doutorado na Universidade de Lausanne.

Como funcionou o estudo

O estudo comparou 29 praticantes de meditação a longo prazo – pelo menos 3 anos de no mínimo 3 horas na semana – com um grupo de controle de 26 não-praticantes.

Gamaiunova e seus colegas examinaram como os participantes responderam ao Trier Social Stress Test, uma técnica experimental comum para induzir uma resposta ao estresse, na qual os participantes foram solicitados, em pouco tempo, a concluir um discurso de 5 minutos e uma tarefa matemática de 5 minutos na frente de um comitê hostil, uma câmera e um microfone.

“Embora seja cedo para falar sobre evidências conclusivas de efeitos robustos da meditação na fisiologia da resposta ao estresse, este estudo, entre outros, demonstra que a prática contemplativa pode realmente estar relacionada à maneira como nosso corpo lida com ameaças”, disse Gamaiunova PsyPost.

“O estudo mostra que a meditação está relacionada à recuperação fisiológica do estresse e propõe uma explicação apoiada pelos dados: os meditadores são mais propensos a usar uma estratégia de aceitação da regulação da emoção, caracterizada pelo não julgamento e receptividade às nossas experiências.”

Um crescente corpo de pesquisa sugere que a meditação pode ajudar na luta contra o estresse. Por exemplo, um estudo anterior, publicado na Psychiatry Research, descobriu que pacientes com transtorno de ansiedade reduziram as respostas de cortisol ao Teste de Estresse Social Trier após fazer um curso de meditação de atenção plena.

Mas o novo estudo – como todas as pesquisas – inclui algumas limitações

  1. “Primeiro, quando falamos de práticas meditativas, precisamos ter em mente que existem várias abordagens contemplativas que nem sempre funcionam da mesma maneira. Um número crescente de pesquisadores projeta estudos que nos permitem diferenciar os efeitos de diferentes tipos de meditações. Estudos futuros devem nos ajudar a ter uma ideia de quais tipos de práticas contemplativas estão mais relacionados à resposta psicobiológica ao estresse ”, explicou Gamaiunova.
  2. “Segundo, a resposta ao estresse é bastante complexa: para entender como a prática de mindfulness afeta nossa fisiologia, precisamos investigar a dinâmica complexa da resposta ao estresse: estamos ficando estressados ​​já antecipando algo desagradável? Quanto tempo continuamos estressados ​​após o perigo acabar? A prática da meditação pode afetar algumas ou todas as fases de nossa resposta ao estresse. ”
  3. “Terceiro, precisamos entender os mecanismos psicológicos subjacentes aos efeitos benéficos do treinamento contemplativo em nosso corpo. Os meditadores aprendem a avaliar os estressores de maneira diferente? Eles experimentam as mesmas emoções passando por estresse? Como a meditação está relacionada à regulação emocional? Essas questões são muito importantes para a nossa compreensão do que torna as abordagens contemplativas eficazes ”, acrescentou Gamaiunova.

“E, é claro, precisamos de mais pesquisas sobre intervenções mais curtas, pois nem todo mundo é capaz de dedicar milhares de horas à prática meditativa.”

O estudo, “Exploração de mecanismos psicológicos da resposta ao estresse reduzida em praticantes de meditação a longo prazo”, foi de autoria de Liudmila Gamaiunova, Pierre-Yves Brandt, Guido Bondolfi e Matthias Kliegel.

Este artigo foi traduzido e adaptado do site PsyPost, escrito originalmente por ERIC W. DOLAN, em 13 de abril de 2019.

Fique atento ao nosso próximo artigo para saber mais!

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5 Benefícios da Atenção Plena na sua vida profissional

Se você está lendo este artigo, garanto que já deve ter ouvido falar sobre Mindfulness. Essa capacidade tem despertado a curiosidade de muitas pessoas e, não por menos, os benefícios da Atenção Plena têm se tornado alvo de muitas pesquisas científicas.

Embora muitos digam que Mindfulness é a nova moda, temporária, do mundo do bem-estar, não estamos falando de algo recente: suas origens se remetem ao final do século VII a.C.

Quer saber como a Atenção Plena tem melhorado a qualidade de vida das pessoas ao longo dos séculos e pode afetar diretamente a sua carreira hoje? Vamos te contar 5 benefícios da Atenção Plena que podem mudar sua forma de trabalhar e levar a vida.

Para começar…

Por que Mindfulness é importante para você?

O objetivo central do Mindfulness, ou Atenção Plena, é prestar atenção ao que está acontecendo no momento presente, na mente, no corpo e no ambiente externo, com uma atitude de curiosidade e gentileza.

A ciência é nossa aliada

Para provar quais são os benefícios da Atenção Plena, a neurociência e a psicologia têm investigado as implicações dessa prática. Resultados de pesquisas realizadas em centenas de universidades renomadas ao redor do mundo indicam a influência do Mindfulness na capacidade de reduzir o estresse, melhorar o sono, diminuir a ansiedade, aprender mais e melhor, entre muitos outros.

Separamos alguns dos principais benefícios da Atenção Plena comprovados cientificamente para que você fique por dentro.

#1 Diminuir a ansiedade e estresse

O estilo de vida das sociedades ocidentais que estamos acostumados podem aumentar os níveis de estresse, causando problemas psicológicos, como depressão e ansiedade. Mediante à esse cenário, a meditação e a Atenção Plena se apresentam como redutoras dos níveis de cortisol, um hormônio que é liberado em resposta ao estresse.

Sabemos que o cortisol é necessário para o corpo, pois regula e mobiliza energia em situações estressantes. Entretanto, se possuímos aumentos agudos em situações que não precisamos, os efeitos colaterais se tornam visíveis. A prática da Atenção Plena promove um estado de calma e serenidade que diminui  os níveis de cortisol, causando também diminuição da pressão arterial.

#2 Sair do “mundo da lua”

No artigo “O que é Mindfulness” trouxemos um exemplo de quando as pessoas parecem estar no “mundo da lua” em momentos importantes, como reuniões ou ligações.

Um estudo realizado na Universidade de Harvard, provou que as pessoas passam, em média, 46% do tempo  acordadas perdidas em pensamentos soltos.

Já imaginou ter passado metade do seu dia “no mundo da lua”? O problema mais grave está no fato de que, segundo a pesquisa, a maioria dessas ideias que divagam na nossa mente tende a deixar os indivíduos infelizes.

Nesse sentido, desenvolver a Atenção Plena significa manter o foco naquilo que é importante, gerando mais produtividade e felicidade para o seu dia.

“A meditação ajuda na recuperação mais rápida de um episódio de estresse e aguça nosso foco”. Daniel Goleman.

#3 Dormindo melhor

Holly Roy, autora de um estudo sobre Mindfulness da Universidade de Utah, conta que praticantes de Mindfulness apresentam um melhor controle sobre emoções e comportamentos durante o dia. E, durante à noite, mostram um nível baixo de ativação do cortisol, o que as ajuda a dormir melhor.

Não por menos, a qualidade do sono é um dos principais benefícios da Atenção Plena.

#4 Mais criatividade

Que a meditação ajuda a acalmar a mente você já sabe. Agora, um ponto importante é lembrar que uma mente calma possui mais espaço para gerar novas ideias.

É justamente por isso que praticantes habituais de Mindfulness tendem a ser mais criativos, não apenas para atividades do dia a dia, mas também aumentando a criatividade para resolver problemas complexos no mundo do trabalho ou na sua vida pessoal.

#5 Melhorando a concentração e a produtividade

Você já se deparou com situações em que a ansiedade toma conta e você não consegue gerir as atividades do seu dia a dia? E, ao final do expediente, acaba com uma sensação de insatisfação e improdutividade, mesmo depois de uma agenda intensa?

Pois é… Em um mundo com tantas exigências e uma rotina acelerada, muitas vezes não sabemos como reagir e perdemos tempo com a mente divagando. Porém, praticar a meditação pode trazer melhoras significativas justamente na sua concentração e produtividade, porque ajuda a acalmar a mente potencializando o foco naquilo que é importante.

EXTRA: em seu último relatório, o Instituto de Liderança Search Inside Yourself – nascido na Google – destacou que por meio de práticas de atenção plena, os participantes notaram um aumento de 78% em suas capacidades de gerenciar o estresse, apresentando reduções de cerca de 30% neste sintoma.

Colocando em prática

Se você ainda fica desconfiado quando ouve a palavra meditação, temos algo para te dizer: não é necessário horas de dedicação diária.

Uma prática de 1 minuto pode fazer toda a diferença e ser o início do seu processo de desenvolvimento da Atenção Plena. Pensando nisso, preparamos um vídeo para ser seu guia nessa jornada. Assista, clicando  aqui.

Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre Mindfulness? Veja nosso próximo artigo.

http://pstreinamentoempresarial.com.br/4-fatores-pouco-conhecidos-sobre-meditacao/

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Estresse no Trabalho? 4 Micropráticas de Inteligência Emocional

Nos últimos dois anos, mais acentuadamente, a tecnologia quebrou paradigmas que pautavam a forma como a gente se organizava socialmente. Principalmente no trabalho. E isso está gerando muito estresse: o Brasil foi considerado o país mais ansioso do mundo pela OMS.

Tempos de estresse generalizado

Além da correria diária, há desafios específicos de trabalho e pessoais que aumentam ainda mais nosso nível de estresse e ansiedade. Por exemplo, o lançamento de um novo produto ou serviço, uma importante reunião anual pela qual você está responsável. Bem como, um filho doente em casa.

Como está sua resiliência?

Essas situações requerem muita resiliência, pois são momentos que exigem posturas equilibradas e assertivas. No entanto, não é uma surpresa que, justamente nesses momentos, nossas emoções se aflorem. E isso também é perfeitamente natural. 

O segredo da alta performance

Percebemos que não há forma de excluir as emoções difíceis. Entretanto, a grande sacada é evitar que tais emoções atrapalhem o seu desempenho e te façam sofrer. 

A TalentSmart conduziu uma pesquisa com mais de um milhão de pessoas e descobriu que 90% dos funcionários de alto desempenho são qualificados para administrar suas emoções em momentos de estresse. 

Sente falta dessa habilidade? Conheça 5 práticas simples que vão te ajudar a baixar o estresse, mesmo em momentos difíceis e, mais importante, possíveis de implementar em uma rotina super corrida. 

#1 Tranquilizando a mente  

Nossa mente é como um globo de neve, precisamos de alguns instantes desconectados de tudo para que os resíduos baixem e consigamos focar.

Portanto, essa é uma forma de garantir uma melhor atitude frente a decisões difíceis, auxiliando diretamente na qualidade de presença, desativando o piloto automático e proporcionando um aumento da consciência, independente da situação. 

Daniel Spinelli, diretor da PS e professor certificado pelo Search Inside Yourself, explica neste vídeo como implementar mindfulness  (atenção plena) em apenas 1 minuto. 

#2 Atenção e presença: ative a Escuta Atenta

Escutar o outro com atenção é um ato de respeito, compaixão e produtividade. Ainda mais quando se trata de uma situação difícil, de vulnerabilidade ou desafiadora. 

A prática de Escuta Atenta consiste em parar tudo o que se está fazendo para escutar o outro. Dessa forma, você estará dando o primeiro passo que estrutura a chamada comunicação não-violenta:

  1. Observar sem julgar; 
  2. Identificar e expressar as necessidades (do outro e minhas);
  3. Nomear os sentimentos envolvidos (do outro e meus); 
  4. Formular pedidos claros e viáveis.

Esse parece um exercício banal, mas estamos condicionados a ouvir para responder e não para entender, essa diferença é crucial para a saúde das relações. Faça esse pacto com sua equipe e dê o exemplo, ouça com atenção e responda com consciência.

#3 Respire fundo! O poder das 3 respirações

Já diziam nossos avós: “Respira fundo e conta até 10”.

Nossa respiração é mais poderosa do que damos crédito. Ela tem a força para redirecionar os impulsos do cérebro que nos fazem “explodir” em momentos de estresse, raiva ou ansiedade.

A prática das 3 respirações pode ser feita em qualquer lugar, sentado ou até mesmo caminhando, em situações importantes e emergenciais. Basta respirar fundo 3 vezes:

  • Na primeira vez, mentalize apenas sua própria respiração.
  • Na segunda, pense no relaxamento do seu corpo.
  • Na terceira, pergunte para você mesmo: “O que é importante agora?”

Depois disso, perceba que, nesse estado de relaxamento, as respostas certas virão de forma mais serena, fugindo da reação automática, que muitas vezes é destrutiva.

#4 Cultive a gratidão

Em momentos de estresse nos vemos tentados e perder perspectiva e ficar presos ao sofrimento. No entanto, ao ampliar a prática da gratidão experimentamos tomar distância do problema, saindo do local de vitima e nos empoderando para lidar com as situações. Por mais desafiadoras que sejam.

Tente exercer a gratidão por pelo menos uma coisa, pessoa ou situação, naquele momento em que parece não haver saída. Além disso, você pode também ter um diário, no qual inicia o dia já agradecendo, até mesmo pelos problemas.

“O que você pratica fica mais forte”. Professora de psicologia e mindfulness, Dra. Shauna Shapiro.

Inteligência Emocional: o caminho para longe do estresse

Todas as práticas descritas acima são partes do processo de desenvolver a Inteligência Emocional, e podem ser aplicadas na sua vida pessoal e profissional. Da mesma forma, podem ser implementadas no cotidiano da sua equipe. Afinal, somos humanos e, portanto, seres complexos, ambíguos e cheios de emoções. 

Não podemos evitar que problemas aconteçam, nem que situações de estresse se apresentem a nós. Porém, implementando pausas rápidas, conseguimos fugir das reações instintivas automáticas, conseguindo lidar com situações e pessoas de uma forma mais saudável.

Quer fugir de vez do estresse no ambiente profissional?

Quer saber qual é o papel do líder em um ambiente com muita ansiedade, conflitos e estresse? E a missão do RH na capacitação dos colaboradores para enfrentarem os desafios de uma forma mais leve e equilibrada?

Preparamos um e-book completo que explica a fundo sobre como a Inteligência Emocional é uma aliada para evitar os impactos negativos gerados a partir da constante aceleração que passamos.

 

 

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Transformação Digital e Inteligência Emocional: o que tem a ver?

Muito se fala em transformação digital. Gostaríamos de ressaltar dois fatores em especial:

  • Pressões externas quanto a mudanças estruturais nas empresa
  • A chegada de novas gerações, que estão exigindo reinvenções internas

Ou seja, mudanças por toda parte, pouco tempo para fazê-las e muito sofrimento no processo.

 

A transformação digital está causando sofrimento na sua empresa?

Você também se sente sufocado pela velocidade e insegurança do momento?

Diante desse cenário, mais do que nunca, é necessário encontrar maneiras de investir na proteção das pessoas dentro das empresas. Pois ela estão muito vulneráveis.

Os impactos da transformação digital na saúde das organizações

A pressão por resultados e a instabilidade do momento estão aflorando sentimentos de raiva, ansiedade, medo. Assim, aumentando o sofrimento emocional. 

Esse é o motivo pelo qual o Fórum Econômico Mundial identificou a Inteligência Emocional como uma das 10 principais habilidades do presente e do futuro. Afinal, ela auxilia diretamente na capacidade de:

  • Melhorar o ambiente marcado pela pressão
  • Criar melhores relacionamentos
  • Melhorar pensamento crítico
  • Ter um olhar sistêmico

O que fazer? E como?

As organizações precisam pensar em estratégias e práticas internas de gestão de pessoas. Em primeiro lugar, visando a implementação de uma cultura de inteligência emocional, para que todos possam lidar melhor com a transformação digital e seu ambiente de constante mudança e muitos desafios.

Não estamos falando de deixar de lado as metas e objetivos da empresa. Porém, a nova responsabilidade é de criar um ambiente de segurança psicológica dentro do time. Para que, dessa forma, todos possam caminhar em uma jornada mais leve e equilibrada em direção à inovação.

#1 Promova a confiança, diminua a competição

Sua equipe pode estar sofrendo pela falta de confiança entre os membros e você ainda nem notou.

Times com deficiência de confiança:

  • Demoram mais para realizar tarefas
  • Não pedem ajuda
  • Guardam ressentimentos
  • Não dão feedbacks
  • Evitam conversas difíceis e importantes

Entre outros comportamentos que requerem um maior preparo emocional. 

De acordo com a PricewaterhouseCoopers, mais de 75% das pessoas abaixo de 30 anos acredita que feedback é muito valioso, mas menos de 30% afirmou realmente receberem feedback.

O feedback é uma estratégia importante de construção de confiança. Afinal, requer exposição, empatia, autoconhecimento e maturidade.

Criar um ambiente de confiança também prevê diminuir a competição, apoiar a resolução de problemas em conjunto e, principalmente, promover a co-criação. 

Criar um ambiente de confiança é sinônimo de humanizar as relações: 

  • Um lugar que seja possível errar sem ser massacrado ou humilhado, desde que esteja comprometido com o acerto.
  • Um ambiente permite que o líder também erra e não possui todas as respostas sempre.
  • Um ecossistema no qual as emoções pessoais sejam entendidas, e não rejeitadas.

#3 Vulnerabilidade: um ato de coragem

Quando pensamos em vulnerabilidade, normalmente nos remete à fragilidade ou a algo que deveria ser evitado, concorda?

Resultado: sofremos muito quando somos colocados frente a situações que exigem exposição ou quando temos algum tipo de ato falho, o que nos dá a sensação de não sermos bons o bastante.

No entanto, a pesquisadora e especialista no tema, Brené Brown, revela que a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza e sim a melhor definição de coragem.

Na prática, a vulnerabilidade significa a disposição de se expor, de se expressar de uma forma autêntica e franca, de correr riscos e realizar tarefas sem a garantia de um resultado. Consequentemente, de colher os aprendizados e soluções mais inovadoras geradas a partir dessa atitude genuína.

Entenda mais sobre O poder da vulnerabilidade e reconheça o Poder da Coragem com Brené Brown. 

#4 A empatia e sua importância transformadora

Você sabia que:

  • 80% dos funcionários não acha que a empresa que ele trabalha é empática
  • 60% aceitaria receber um salário inferior se o empregador demonstrasse empatia
  • 92% teriam maior probabilidade de permanecer na empresa se tivessem mais empatia com suas necessidades? 

Preocupado com esses números?

Em um cenário marcado pela pressão por resultados e emoções à flor da pele, é preciso encontrar uma maneira de se relacionar e construir conexões saudáveis com todas as pessoas.

Independente do quão difícil seja uma relação, cultivar compaixão pelos colegas e olhar atentamente às necessidades de cada um, é um bom começo. Mas você sabe o que é ter empatia? 

O papel da empatia

Nós vivemos em uma realidade totalmente baseada em nossas próprias experiências e em nossos próprios sentimentos. Nesse sentido, ter empatia é ser capaz se colocar na perspectiva da outra pessoa, compreendendo suas emoções e sua realidade

A habilidade de se comunicar e entender as emoções uns dos outros é o segredo para manter boas relações e  serve tanto para a melhora da comunicação quanto para a criação de soluções.

O Programa Search Inside Yourself, nascido e testado na Google, é um programa de Inteligência Emocional com base em Mindfulness focado em líderes, que constrói bases para lidar com os desafios e a volatilidade da transformação digital. Uma pesquisa com mais de 1,500 pessoas que participaram dos programas, provou que 64% dos participantes passaram a implementar a empatia, se colocando no lugar do outro antes de dar um feedback.

Conheça mais sobre o Search Inside Yourself, clicando aqui

#5 Que os conflitos sejam produtivos

Uma grande fonte de sofrimento nas empresas remete aos conflitos gerados entre diferentes áreas por falta de alinhamento e colaboração.

Para contornar essa situação, é necessário promover a comunicação entre as diferentes equipes, para que se conheçam melhor e possam criar confiança, amenizar a competição e promover a empatia. 

Apresentar projetos para diferentes áreas e conviver com líderes do outro setor são atitudes simples que evitam sofrimento e resultam na ampliação da visão sistêmica e na criação de soluções conjuntas e inovadoras. 

Ação!

Apenas 15% dos empregados ao redor do mundo, em meio à transformação digital, estão engajados no trabalho e poucas organizações estão atentas a este número.  

Investir na cultura de inteligência emocional é essencial para a saúde da sua empresa. Afinal, funcionários mais felizes criam melhores ecossistemas, o que leva a uma melhor produtividade.

Inteligência emocional 

A TalentSmart conduziu uma pesquisa com mais de um milhão de pessoas e descobriu que 90% dos funcionários de alto desempenho são qualificados para administrar suas emoções em momentos de estresse, a fim de manter a calma e o controle. 

Você quer resultado? Então precisa começar a olhar de forma mais profunda para seus colaboradores.

Vamos fazer essa transformação juntos? Leve o mais confiável programa de Inteligência Emocional para a sua empresa.

 

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Autoconhecimento

ATD 2019: 8 lições valiosas

Eu acho mágico este comportamento que nós seres humanos temos de nos reunirmos para trocar melhores práticas num determinado tema e discutir o próprio futuro.  Viajamos continentes e atravessamos oceanos para encontrar outras pessoas que estudam a mesma área para tentar construir algo maior. Foi o que aconteceu em Washington, em maio deste ano, na Conferência da ATD, que reuniu treze mil profissionais da área de Desenvolvimento de Talentos. Nas próximas linhas vou te contar as principais lições que eu trouxe na bagagem desse evento e que acredito que todo profissional de ponta deveria saber.

Dica: Não perca o item “8”.

1. Dar mais atenção aos sinais do meu corpo

A espetacular Oprah Winfrey foi uma das três pessoas que falaram na plenária do evento num auditório para 13 mil pessoas. Foi o ápice do evento na opinião de muitos. Entre suas brilhantes palavras, ela nos revelou as duas razões que a levaram a tomar decisões erradas nos seus vinte e cinco anos de carreira: “Não confiar nas suas vísceras”. Sabe quando tem alguma coisa no seu corpo te dando sinais sobre o que está acontecendo ou sobre como agir em uma determinada situação? Uma dor na barriga, uma sensação de mal-estar. Então pare de ignorar e comece a dar mais atenção a isso! Segundo a Oprah, esse pode ser um dos maiores sinalizadores para suas tomadas de decisão.

Como estar mais conectado com os sinais do meu corpo? Esse é um dos assuntos trabalhados nos workshops do Search Inside Yourself. Veja abaixo as cidades disponíveis e participe.

2. Agir com base em motivações maiores do que eu mesmo

A segunda razão que Oprah nos apresentou como fonte de más decisões na vida foi a de agir com base nas motivações do ego. De repente, ela tinha um programa com uma audiência gigantesca, estava ganhando muito dinheiro, mas não estava feliz. Ela percebeu então que poderia transformar seu programa, colocando-o a serviço de um bem maior.

Quando isso aconteceu, houve uma transformação no programa de TV e na vida dela. Uma série de acontecimentos espetaculares começaram a acontecer, desde oportunidades de ajudar projetos sociais incríveis até pessoas muito difíceis de trazer para o programa começaram a procurá-la para se colocar à disposição. E nós estamos falando de pessoas realmente de destaque. Você já fez aquela revisão de motivações na vida? Para qual fim sua energia vital e sua mente estão dedicados? Talvez esse possa ser o item mais importante da sua agenda porque, afinal, o resultado de todos os outros vai depender desse.

Quer ir mais fundo nisso? Cheque o livro “A Força da Intenção”, de Dr. Waine Dyer.

3. Promover a liberdade de experimentação

Eu tinha acabado de sair de uma sessão na qual foi abordada a importância do líder dar liberdade para que as pessoas errem e tentem. Em especial, num mundo volátil e de incertezas em que ficar num modelo mental fixo pode ser fatal.

Após sair dessa sessão, entrei em outra na qual a palestrante estava apresentando sobre como utilizar uma caixa de som inteligente num treinamento. E a coisa mais interessante que aconteceu ali foi que a tecnologia que ela ia mostrar não estava funcionando. Havia umas 150 pessoas nessa sala e você sabe quantas saíram quando viram que as coisas estavam dando errado? Incríveis menos de dez.

Diferente de uma sessão de baixa qualidade, essa foi uma em que a pessoa estava se expondo para tentar algo diferente. Nem os participantes e nem a própria apresentadora pareceram se abalar por isso. Ela seguia tentando fazer as coisas funcionarem e, ao mesmo tempo, dando informações sobre as experiências anteriores e aprendizados que já havia tido. As pessoas continuavam fazendo perguntas e tomando notas. Que sessão incrível!

Como você tem lidado com o comportamento da experimentação das pessoas a sua volta? Precisamos dar espaço ao novo, se não ficaremos estagnados no mesmo lugar. E aí? Se depender de você, teste e erro levam à punição ou ao aprendizado?

4. Planejar as jornadas de aprendizagem

Lifelong learning é o termo da moda, definindo a nova crença de que os estudos não terminam. Com um mundo passando por uma transformação tão rápida como a de hoje, não há mais solidez no conhecimento. Precisamos nos atualizar constantemente.

Quais as competências chaves para você melhorar sua performance agora mesmo? O que precisamente faz mais sentido para você desenvolver e que vai efetivamente facilitar o seu alcance pelos resultados que está buscando? Hoje tem muita coisa disponível para nos desenvolvermos, e muito mais a cada dia que passa. Se não tivermos clareza do que é mais relevante para nós, vamos acabar virando uma maquininha de consumir infoprodutos.

E se a empresa não tiver essa clareza, ela vai ter apenas o tempo das pessoas desperdiçados em programas desconectados das reais necessidades.

5. Desenhar os novos hábitos

Isso mesmo, cursos e livros são ótimos, mas na prática não é o que garante o aprendizado. Os famosos vinte e um dias para se adquirir um novo hábito foi apresentado como mito. Lógico que isso depende do hábito e da própria crença de quem está implementando. O pesquisador Michael Kim nos apresentou novos números que mostram que alguns hábitos, nem tão complexos assim, podem levar até três meses para serem adquiridos.

E você? Tem planejando com quais práticas vai se comprometer por pelo menos três meses depois da sua decisão de mudar? Talvez antes de correr para o próximo curso, você possa dedicar um tempo para planejar e se comprometer com essa mudança.

6.  Bem-vindos à era da diversidade

A geração “Z”, que hoje tem até 21 anos, nos próximos anos vai representar 47% de todas as minorias. O que significa que os líderes e as empresas que não tiverem políticas inclusivas consistentes e não souberem somar o diferente não terão pessoas da nova geração querendo trabalhar para eles. Simplesmente porque não vão se sentir representadas.

Se o modelo mental do profissional ainda está voltado para não tolerar diferenças- e aqui me refiro a qualquer tipo de diferença, inclusive no seu jeito de pensar- esse profissional vai ser o primeiro a ficar obsoleto, e não por causa de tecnologia com muitos temem, mas por falta de qualidade humana.

7.  Você acha que inovar é criar algo do nada?

Essa lição veio de uma sessão que tive com o próprio Charles Duhigg, escritor do livro “O Poder do Hábito”. Sabe aquele slide que a audiência inteira fotografa? Ele mostrou um que dizia: “O jeito de fazer novas coisas é: pegue um monte de clichês e reorganize-os, definindo um novo script.” Quantas vezes nos pegamos presos a modelos antigos ou travamos, tentando criar algo totalmente novo. Existe uma nova forma de inovar que a maioria ignora, simplesmente definindo um novo script para coisas que já existem. E a base desse comportamento é um hábito que, segundo o Charles, é o mais importante que um ser humano pode ter: “a curiosidade”.

Não é à toa que a maioria das inovações de um determinado setor vem de profissionais ou empresas de outros setores. Olhe para as principais soluções que estão impactando nossas vidas hoje. As de mobilidade urbana não vieram de empresas de transporte público. As de hospedagem não vieram da indústria hoteleira. Nem mesmo o smartphone veio de uma empresa de telefonia celular. Onde nossa mente pode estar viciada, não vendo as oportunidades? Cultivemos nossa curiosidade e sejamos menos exigentes com as novidades das nossas novas ideias.

8.  O futuro convoca uma nova liderança

Tem um burburinho de corredor, que estava no evento e está nas empresas, que é sobre a saúde dos profissionais. Isso não foi abordado de forma objetiva na conferência, mas diversas vezes palestrantes e participantes fizeram a pergunta: “Por que estamos adoecendo nas empresas?” Por que ascensão profissional, para muitas pessoas, significa entrar no mundo da tarja preta? Por que os números de depressão, ansiedade e burnout nas organizações está crescendo tanto?

Eu nem chamaria de lição, mas considero esse o maior chamado dessa minha experiência vivendo os quatro dias nesse evento. Como posso contribuir com o nível de consciência com que estamos vivendo? Estamos tão envolvidos com a tecnologia e correndo tanto atrás das mudanças que muitas vezes estamos nos esquecendo das coisas mais básicas. As competências mais importantes que precisamos desenvolver, num mundo em que as máquinas vão começar a fazer quase tudo, são as competências humanas essenciais. Algumas delas que, inclusive, muitos dos nos nossos avós já ensinavam.

Desejo que essas lições também te inspirem a ser um profissional humano ainda melhor. Encerro com uma frase que escrevi nas minhas inquietações pós evento:

A decisão crucial entre colocarmos a tecnologia a nosso favor ou virarmos escravos dela não será tomada olhando para uma tela brilhante e sim para os olhos de outro ser humano.

 

Daniel Spinelli

Tenho dedicado minha vida profissional ao desenvolvimento de pessoas. Minhas palestras e workshops já alcançaram dezenas de milhares de pessoas em mais de 20 estados brasileiros e outros 10 países. Acredito que a ampliação da consciência tem o poder de transformar pessoas e organizações.

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Autoconhecimento

Conexão humana na era da transformação digital

Imagine que você está conversando com alguém ao telefone ou participando de uma reunião. De repente você começa a pensar na lista do mercado, em buscar o filho na escola, em uma tarefa pendente. Já aconteceu contigo? Qual é a qualidade da conexão que você tem estabelecido com as pessoas?

O que dizem os estudos sobre a qualidade da conexão humana?

Dois a cada três estudos sobre o profissional do futuro destacam a inteligência emocional ou o autoconhecimento. Boa parte das vezes as duas coisas.

Em meio a um mundo frenético de transformações, tecnologias e demandas exponenciais, as pessoas que mais vão se destacar e ter sucesso, por incrível que pareça, são as que se conectarem melhor com outros seres humanos.

E, apesar de tanta gente boa dizendo isso, a massa ainda está distraída e, parafraseando o autor Aldous Huxley, admirada com o mundo novo que se descortina.

Somos uma empresa focada em desenvolvimento humano e, portanto, conexão humana, há anos, em especial no ambiente de trabalho. Já tivemos contato com muitas possíveis formas de desenvolvimento pessoal para responder ao desafio de como se conectar melhor consigo mesmo e com quem está a nossa volta. De tudo o que vimos, as práticas de treinamento mental focadas no desenvolvimento da atenção plena são uma das formas que mais fazem sentido e das que trazem mais estudos científicos reiterando suas possibilidades.

Como, enfim, praticar mindfulness para melhorar a conexão humana?

Nos artigos anteriores falamos sobre o que é mindfulness e como a meditação pode te ajudar. Mas começar um novo hábito nunca é fácil, não é mesmo? Então nossa dica inicial é aprender um pouco mais sobre o assunto para começar. Faça um curso com algum especialista, leia um livro a respeito, o meu por exemplo. Recomendamos o livro “Atenção Plena”, do Mark Williams e do Danny Penman. Tem também uns aplicativos que ajudam iniciantes, tais como o Lojong (em português) e o Head Space (em Inglês).

Dicas para quem vai começar:

Bom, seguindo (ou não) nossas recomendações acima, temos mais algumas sugestões para te fazer:

  • Cultive sempre a atitude da generosidade consigo mesmo. Isso significa que, entre outras coisas, quando você perceber sua atenção sair do foco a que se propôs (a respiração por exemplo), você simplesmente nota isso e gentilmente traz sua atenção de volta ao foco. Essa coisa de ficar sem pensar em nada é mito! O objetivo aqui é treinar a atenção plena por um período (2 a 5 minutos por exemplo), trazendo sua mente ao foco toda vez que perceber que ela se distrai.
  • Transforme a atenção plena em um hábito. É simples! Defina um melhor momento para praticar e implemente na sua rotina diária. Se você começar com 2 a 5 minutos por dia, mantendo a prática por umas 3 ou 4 semanas, você já deverá começar a notar alguns benefícios. Depois de algum tempo de prática, vai se tornar tão natural quanto tomar banho: quando você não fizer, vai se sentir incomodado.

Por que esse treinamento é útil?

Com a prática de atenção plena você vai perceber também que pode melhorar e muito sua conexão com outras pessoas. Com isso, veja só, trabalhará melhor em equipe, expandirá relações colaborativas, se comunicará e liderará melhor.

E aí? Você acha que vale a pena parar no meio da correria e olhar também um pouco para dentro de você?

Daniel Spinelli – Empreendedor em Desenvolvimento de Pessoas, engajado em causas humanitárias, palestrante, meditante e surfista

Meus artigos anteriores sobre o tema:

Mindfulness, isso é para você?

Inteligência Emocional: como desenvolver na prática

Referências:

A Ciência da Meditação – Richard Davidson e Daniel Goleman

Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Busque dentro de você – Chade-Meng Tan

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Autoconhecimento

Mindfulness, isso é para você?

Um instante de silêncio

Eu estava pensativo na minha cadeira, sentindo uma mistura de gratidão com expectativa: o evento estava prestes a começar. Olhei em volta e vi mais de 80 pessoas de diversos lugares do mundo, todos naquele mesmo clima de “que incrível estar aqui”. Pontualmente às 8h30 da manhã sobem no palco três facilitadores, dois homens e uma mulher. Lado a lado eles olham para a plateia e, rapidamente, um silêncio domina o ambiente.

Um deles dá um passo à frente e diz:

“Sejam bem-vindos, que alegria receber vocês aqui hoje. Para que estejamos plenamente aqui e agora, proponho que nossa primeira atividade seja um instante de silêncio”.

E eu me perguntei: O quê? Assim já de início? Uau que incrível! Então mergulhei naquela meditação guiada por cerca de três minutos.

No final daquela manhã eu refleti: Quantas vezes começamos uma atividade ou até mesmo um dia de trabalho já olhando para o relógio, no mesmo ritmo das notificações do nosso smartphone? Por que não nos permitimos uma pausa no início ou no meio do dia, um pouco de silêncio para minimamente acalmar a mente? Dessa forma podemos ter mais clareza para ler melhor o cenário e tomar melhores decisões.

Essa foi apenas a parte da manhã do primeiro dia presencial da formação de professores de mindfulness que cursei. Eu estava em San Francisco, na Califórnia, com o time do SIYLI – Instituto de Liderança Search Inside Yourself. Ali se iniciava o que viria a ser o ano de estudos mais transformador da minha vida!

A proposta da série de textos que irei compartilhar aqui é dividir alguns dos meus aprendizados nessa jornada de estudos, práticas e aprendizados. Assim, você poderá entender mais sobre o tema e descobrir se a prática de mindfulness é para você.

Mas afinal, o que é Mindfulness?

A tradução mais comumente usada do termo para o português é “Atenção Plena”. Ou seja, a capacidade de gerenciar nossa atenção de forma a focá-la no momento presente, com uma atitude de abertura e curiosidade.

Todo esse movimento recente em torno desse conceito se deve ao fato de que pesquisas recentes começaram a comprovar cientificamente efeitos muito positivos em pessoas que têm essa habilidade mental desenvolvida.

No livro Atenção Plena, os autores Mark Williams e Danny Penman mencionam que “com o tempo, essa qualidade mental provoca mudanças no humor e nos níveis de felicidade e bem-estar”. Estudos científicos mostraram que a prática da atenção plena previne a depressão e afeta positivamente os padrões cerebrais responsáveis pela ansiedade e pelo stress.

Para quem está firme buscando melhorar seu desenvolvimento profissional, pesquisas do SIYLI e de Harvard mostram, entre outros benefícios, uma melhoria na gestão do tempo e nas relações interpessoais.

E aí, achou interessante? Quer saber mais?  Fique de olho por aqui que no próximo artigo vou contar como essa prática me ajudou e compartilhar alguns importantes aprendizados nessa caminhada.

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Autoconhecimento

Inteligência Emocional: como desenvolver na prática

A Inteligência Emocional vai mudar a sua vida

Inevitavelmente você vai se deparar com momentos desafiadores. E quando acontecer, você precisa ter a Inteligência Emocional como aliada para superar os desafios.

Como superar barreiras e alcançar objetivos

Você tem como objetivo transformar os ambientes onde está e causar um impacto positivo no mundo? Sonha em prosperar no trabalho, liderar de forma admirável e fazer parte de times realizadores?

Esse sonhos e objetivos são comuns para nós e são muito importantes para nos manter engajados, mas se você ignorar um aspecto fundamental que vamos abordar nesse artigo, será difícil atingir os objetivos, ser feliz nessa caminhada e atrair pessoas boas para seu entorno.

Acreditamos firmemente na importância de nos relacionarmos bem conosco mesmo e com quem está à nossa volta.

Por que dizemos isso?

Veja este pensamento de um dos autores e psicólogos mais renomados da atualidade:

“Os que estão à mercê dos impulsos – os que não têm autocontrole –  sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter” (Daniel Goleman)

De qual qualidade estamos falando? Já sabe? Sim, Inteligência Emocional, que chamaremos carinhosamente daqui para frente de “IE”.

Situações que você provavelmente já viveu

Muitas vezes as coisas não acontecem como a gente gostaria. Você passou recentemente por alguma dessas situações?

  • Passou uma demanda e ela não foi executada como desejado
  • Se incomodou com a atitude de algum colega
  • Obteve resultados abaixo do esperado, ou não foi reconhecido
  • Sentiu que não está tendo tempo para todas as demandas
  • Se sentiu ofendido, triste, ignorado, com medo, com raiva ou aversão.

Já aconteceu com você? Nós vemos isso acontecendo o tempo todo e acreditamos que vai continuar acontecendo.

Causa e Efeito

A questão é que, inevitavelmente, você vai se deparar com momentos emocionalmente desafiadores com certa frequência. E a forma como você lida com eles vai impactar fortemente aspectos cruciais da sua vida. Segundo o livro “Altered Traces” de Richard Davidson e Daniel Goleman, alguns desses aspectos são:

    • Qualidade de vida
    • Qualidade do sono
    • Imunidade do corpo
    • Motivação
    • Qualidade das relações afetivas e profissionais
    • Produtividade

Diante disso, você tem as seguintes opções

Quando não sabemos lidar com alguma situação, o que nós fazemos? Torcemos para que isso não aconteça. E essa certamente é uma opção.

A outra é você não ignorar que uma das qualidades mais importantes que podemos desenvolver na nossa vida é o equilíbrio emocional. E é aí que começa a caminhada de preparação real de uma pessoa para enfrentar, com cada vez mais recursos próprios e sabedoria, os desafios da vida.

A decisão aqui é: ou você torce para que as situações emocionalmente difíceis não aconteçam, ou você se prepara, desenvolve sua Inteligência Emocional e se torna cada vez mais hábil em gerenciar suas emoções.

Como lidar com situações difíceis?

A questão é que poucos de nós tivemos nossas habilidades emocionais desenvolvidas. Viemos de uma educação tecnicista, que nos prepara para responder perguntas, demonstrar domínio sobre conhecimentos, mas raramente para lidar com situações difíceis como, por exemplo, o conflito com um colega.

Mesmo em outros ambientes, a maior possibilidade é que as pessoas tenham assistido, em sua infância, a episódios de descontrole emocional com os próprios pais, vizinhos e/ou cuidadores. Claro, eles passaram pela mesma formação de ênfase técnico, possivelmente até em condições piores do que as nossas.

Mas calma, nem tudo está perdido. Em 1992, na Universidade de Wisconsin, Richard Davidson propôs publicamente o conceito de Neuroplasticidade. Ao meu ver, essa foi uma das maiores contribuições da neurociência para os estudos do comportamento humano.

“A Neuroplasticidade mostra que a experiência repetida pode alterar o cérebro, modelando-o.” Richard J. Davidson

O que isso significa? Uma ótima notícia para você, que deseja aumentar a sua IE. Aquilo que pensamos e no que prestamos atenção altera a estrutura e a funcionalidade do nosso cérebro.

Mas então, como faço para preparar meu cérebro para me ajudar com os desafios emocionais que eu sei que vou enfrentar?

Busque Dentro de Você

O Instituto de Liderança Search Inside Yourself (SIYLI), que fica na Califórnia, dedica-se exclusivamente a estudar e disseminar meios de se aumentar a IE. Após anos de pesquisa e trabalho com líderes de diversos países, inclusive muitos do renomado Vale do Silício, identificou três impactos mais importantes na vida de quem desenvolve suas habilidades relacionadas à gestão das emoções:

      • Capacidade de liderar melhor
      • Performance pessoal
      • Felicidade e bem-estar.

Isso sem falar em diversos outros efeitos positivos, identificados como melhorias da criatividade, da gestão do tempo e das relações interpessoais.

Como desenvolver Inteligência Emocional na prática

As pessoas não melhoram a sua Inteligência Emocional por lerem ou fazerem cursos a respeito. Centenas de estudos científicos estão mostrando que podemos remodelar o nosso cérebro, principalmente no que tange a como ele reage em momentos potencialmente disparadores de emoções fortes. E isso é possível através de um conjunto de práticas específicas, incluindo práticas de Mindfulness. Podemos criar novos hábitos mentais que nos deixarão muito mais capazes de compreender e lidar com as nossas emoções e as dos outros.

Podemos ser mais produtivos, liderar melhor e nos relacionar de forma mais saudável através de métodos muito mais leves e eficazes do que normalmente conhecemos. Sim, estamos falando de uma cultura de paz e de bem-estar, inclusive no ambiente de trabalho.

Nossas dicas para você

    • Para qualquer realização que você queira alcançar no mundo, a IE será uma qualidade determinante. Quanto maior a velocidade das mudanças e maior a pressão do ambiente, mais importante será sua capacidade de atuar de forma equilibrada.
    • A maioria de nós não foi preparado para lidar com episódios emocionalmente desestabilizadores, mas antes de pensar em responsabilizar alguém, assuma você mesmo as rédeas de iniciar esse processo consigo mesmo.
    • Até a Neurociência contribui nos trazendo o conceito da Neuroplasticidade, provando-nos neurologicamente que podemos aprimorar a forma como lidamos com episódios emocionais através de práticas que nos ajudem a criar novos hábitos mentais.

Dois passos para você começar

  1. Algumas práticas de Mindfulness podem contribuir muito para nosso autoconhecimento e para treinarmos nossa mente. Se você ainda não aderiu, recomendamos que busque mais informações. Vamos indicar aqui dois aplicativos com partes gratuitas bem completas.
    • HeadSpace (em inglês)
    • Lojong (em português)
  2. Continue acompanhando nossos textos, vamos abordar com mais profundidade cada habilidade dentro do domínio da IE. Aliás, vamos direcionar os próximos textos de acordo com as situações que nossos leitores demonstrarem mais interesse. Sobre qual tipo de situação emocionalmente desafiadora você gostaria que a gente escrevesse?

Tem interesse em saber mais sobre o Search Inside Yourself no Brasil? Manda uma mensagem! Estamos começando a preparar os primeiros workshops (abertos e in company).

Para pensar

Cuidemos melhor do nosso ambiente interno, pois somente assim estaremos construindo os ambientes externos que almejamos.

Sugerimos que veja esse vídeo do Daniel Goleman sobre compaixão para o TED

Questionador do status quo, surfista, meditante e palestrante.

01 de março de 2019

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Autoconhecimento

O futuro da humanidade depende de uma decisão sua

Ainda estamos no início de 2019 e provavelmente você já está convivendo com suas decisões de novo ano e se adaptando a elas.

Quando eu fui escrever as minhas aspirações para este ano, eu me perguntei: “O que, para mim, é mais importante agora? Quais caminhos quero percorrer? Para onde esses caminhos poderão me levar?”

São muitas possibilidades, você não acha? Às vezes pode até ser difícil escolher, de tantas opções que temos quando vamos decidir onde colocaremos nossa energia vital nos próximos meses.

Então o que fazer diante desse mar de possibilidades?

Acredito que, na resposta dessa pergunta, reside um valioso segredo. Nas escrituras milenares de Bhagavad-Gita, encontrei a seguinte frase:

“Só é sábio aquele que se mantém senhor de si mesmo.”

Ou seja, a responsabilidade por definir seus critérios para suas decisões de vida é sua. Se você não tiver claro seus critérios, dificilmente saberá decidir. E, se isso acontecer, provavelmente você será apenas mais um objeto flutuante no mundo dos automatismos e condicionamentos.

Uma pesquisa realizada na Irlanda em 2018 pela UCD e Amarach Research nos mostra o impacto das nossas decisões. Uma de suas conclusões é que decisões conscientes influenciam significativamente no nosso bem-estar e na nossa capacidade de autocontrole. E aí, será que vale a pena rever como você tem tomado suas decisões na vida?

Busca por felicidade, armadilha ou oportunidade?

Um dos autores que mais tenho citado recentemente nas minhas palestras é o Martin Seligman. Autor do livro “A Felicidade Autêntica”, ele nos mostra, através de suas pesquisas, essa visão de armadilha e de oportunidade quando nos referimos a nossa busca por felicidade. Muitos não sabem mas, de forma mais ou menos consciente, a forma como acreditamos que vamos ser felizes é um dos nossos principais critérios que usamos para nossas decisões na vida.

Em seu livro “A Felicidade Autêntica”, o autor nos mostra a grande armadilha que está por trás de uma pessoa que busca ser feliz através dos prazeres. A busca constante no que está fora de si mesmo. Segundo suas pesquisas, os maiores níveis de felicidade de longo prazo na vida são encontrados nas pessoas que deram um significado a ela. Naqueles que se engajam em desenvolver e disponibilizar seus talentos e qualidades para algo maior do que si mesmos.

E onde você acha que a maioria das pessoas mais têm buscado sua felicidade? E você, onde mais tem buscado?

Tem algo absurdo acontecendo na humanidade! Olha para isso comigo.

Outra forma de olharmos para onde a humanidade tem concentrado sua energia é a partir desse relato real. Um cidadão está dirigindo um carro de 150 mil reais, o veículo dispõe de várias tecnologias de última geração para aumentar o conforto e a segurança de quem está no carro. Então essa pessoa toma uma fechada no trânsito. O que ela faz? Sua mente está tão avançada quanto seu carro para lidar com uma situação difícil? Não, ela desce do seu carro, começa a chutar o outro carro e a xingar o outro motorista, não muito diferente de como reagiriam nossos ancestrais que moravam em cavernas.

Estamos desenvolvendo as tecnologias, facilitando o acesso aos bens materiais. Temos facilmente disponíveis para comprarmos produtos e serviços com os quais jamais sonhamos. Mas, ao mesmo tempo, estamos evoluindo muito pouco como raça humana.

Mesmo que existam, vejo ainda poucas iniciativas de cuidados com a mente, com a visão de mundo, com o planeta e com os outros seres. Grande parte das decisões que estamos tomando em nossas vidas ainda está pautada na armadilha (do foco na busca por prazer) apontada pelo Seligman.

Não é coerente a relação entre as conquistas da ciência e os alarmantes números de depressão, consumo de psicotrópicos, suicídios, dependência química, conflitos armados e pessoas vivendo na linha da miséria.

Amarrando tudo… meu convite para você

Ao rever seus critérios decisórios, aquilo que te move em busca da felicidade, pense em ampliar sua visão para além das pequenas buscas e conquistas às quais somos tentados diariamente a considerar como fonte de felicidade. Essa receita comprovadamente não está funcionando.

Se nos encontrarmos, estarei menos interessado no que e no quanto você tem. Eu vou querer saber o que você faz com isso. A que fim você tem dedicado sua vida. O que te move.

Meu compromisso

Recentemente tomei uma série de decisões importantes de vida. Como critério, procurei usar a visão que estou querendo compartilhar nesse artigo, na minha busca por agir de forma mais consciente neste mundo. Como aprendi que compartilhar com outras pessoas nossas decisões ajudam a fazê-las ganhar força, então vou contar para você, que chegou até aqui, 3 delas que estão valendo para 2019:

  • Meditar de 30 a 60 minutos por dia, todos os dias.
  • Ampliar minha atuação voluntária em projetos com fins sociais e humanitários.
  • Escrever 2 artigos por mês e postar no linkedIn.

E você? O que o mundo pode esperar de você este ano?

Que suas decisões sejam tão sábias que você viva sempre em paz com elas.

“A vida é uma questão de escolhas, toda vez que você as faz, elas fazem você.”

John Maxwell

05 de fevereiro de 2019